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20/04/2010

Ecoentrevista - Reciclando a arte! - Dejaina Dias -


Aqui existe arte e também estão os detalhes inspirados do nosso Bate Papo com a Socióloga e Artista Plástica Dejaina Dias! Uma explosão de cores e ousadia que resultam em um trabalho muito divertido, criativo, interessante e sustentável! Aproveitem um pouco mais sobre essa parceira maravilhosa que vem enchendo o Ecomangue com alegria!

EcoMangue: Sabemos que  és socióloga e no tempo vago artista, que faz uma repaginação nos móveis e criação de objetos de decoração e arte em uma perspectiva sustentável, mas falem um pouco mais de vocês. Quem é Dejaina Dias?

Dejaina - Tenho gostos simples e não suporto desperdício. Penso e me preocupo com a alteridade e com o futuro do planeta.



EcoMangue: O que se passava na sua vida no momento que iniciou seus trabalhos com a arte em recicláveis?
Dejaina - Estava sem trabalho e ainda na faculdade, morando em São Paulo. Tinha tempo para um pouco de ócio e pra exercitar a criatividade. Já pintava caixas de madeira, mas como tinha que comprar, comecei a pensar em alternativas, observando os materiais que tinha em casa. Fui buscar esse material praticamente no lixo: uma garrafa de vinho!!! Depois que pintei a primeira fui só aprimorando as demais...
 
 
EcoMangue: Por favor, fale um pouco dos seus projetos e planos. Como vê a sua arte em um futuro próximo?
 
Dejaina  - Venho ‘fazendo arte’ sem finalidade mercantil. Hoje tenho algumas garrafas decoradas em casa, mas sempre que fazia, presenteava. Não faço planos, na verdade. Pinto porque me faz bem, porque reutilizo as garrafas, porque dou vida ao material que iria para o lixo. Estou aguardando resposta da comissão organizadora do Salão de Artes Plásticas de São Luís, que deve acontecer pelo mês de Maio/2010. Se tudo der certo, tenho uma obra inédita pra concorrer na categoria Instalação. Além do Salão, devo ganhar um espaço na Exposição Fotográfica Ecomangue.
EcoMangue: Você faz um trabalho muito criativo, e como dizem no blog do Projeto Ecomangue, com um tom jovem, divertido e atual. Gostaríamos de saber como você se inspira para criar e quais materiais gosta de usar?
Dejaina - Gosto de cores, de colorir os ambientes! Normalmente começo a pintar e a inspiração surge. Pra isso preciso estar sozinha, sem conversas, sem barulho; trabalho geralmente à noite. Não consigo fazer duas garrafas iguais, porque cada momento de inspiração é único. Os materiais que venho usando são: a base Primer, tinta acrílica, um marcador permanente (caneta ponta dupla), tinta relevo, termolina, verniz vitral e outros materiais que improviso, como palitos de fósforo riscados, pedaços de papelão cortados em formatos variados (pra desenhar), e outros materiais que decido usar na hora da criação.
EcoMangue: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver podendo chegar a um dia ser sustentável?
Dejaina - Esses termos são muito utilizados no mundo corporativo e até mesmo em instituições públicas. São qualidades caras em um mundo ávido pelo lucro, pelo “foco em resultados”, que busca cumprir metas de vendas. Seguindo o raciocínio do consumismo, o mundo não sai do lugar comum, pois a preocupação com a sustentabilidade não passa do discurso. Mas acredito e torço para que cada vez mais pessoas façam uso desses atributos e canalizem para soluções que degradem menos o planeta e os bens e serviços que a Terra nos concede.
EcoMangue:  Sabemos que nos dias de hoje o descarte de materiais que podem ser reutilizados é imenso. Qual mensagem você deixa para essas pessoas?
Dejaina - Há um imenso desperdício de materiais todos os dias. Chegamos a gerar, cada um nós, quase 1,5 kg de lixo diariamente. Não nos damos conta disso porque, em casa, enchemos nossos sacos de lixo e muito rapidamente desejamos vê-los longe de nossos olhos. Ainda é difícil falar em reutilização, pois o sistema nos empurra para o consumo, para o novo, e não para o reuso. Não temos coleta seletiva em nossa cidade, existem poucas recicladoras e cooperativas e a população não está sendo educada nem sensibilizada para pensar sobre essa questão. Mesmo com um cenário como este, acredito que algumas atitudes são possíveis. Se não há gosto ou disposição para a arte, pense em reutilizar suas sacolas plásticas, seus copos de requeijão ou extrato de tomate, seus potes de margarina ou manteiga e tantos outros materiais. Outra possibilidade é convidar seus vizinhos, juntar seus resíduos e entrar em contato com uma cooperativa. Certamente eles agradecerão; e o meio ambiente também!  
Espero que tenham gostado, e desfrutado da beleza e inovadora arte da nossa amiga e parceira Dejaina Dias. Para entrar em contato conosco sobre esta matéria, é só nos enviar um e-mail!!! 
O Ecomangue agradece e fica feliz por contribuir na reutilização e renovação das nossas mentes!!!
Abraços Lamosos a todos! 
 
 
 
 
 

02/04/2010

Avenida Litorânea gera multa de R$ 12 milhões para o Estado

Maranhão é condenado a pagar indenização por danos ambientais.

Fruto de ação movida pelo Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), a Justiça Federal condenou o estado do Maranhão a pagar indenização no valor de R$ 12 milhões pelos danos ambientais causados à Avenida Litorânea na capital, em decorrência da duplicação de faixas da avenida e de obras de aterramento. A quantia deve ser revertida ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.
Segundo o MPF, para a realização das obras de duplicação da avenida foram realizados aterramentos de grandes áreas de dunas, além da remoção de restingas e formas de vegetação natural existentes, que são consideradas como área de preservação permanente. Tal medida desobedece a lei que protege essas áreas.

O MPF também constatou outras irregularidades na realização das obras, como a utilização de licença de instalação vencida – o prazo de validade praticamente “caducou”, com o vencimento em abril de 1987 – a inexistência de estudos de impacto ambiental (Eia/Rima) e a falta de autorização da Delegacia de Patrimônio da União para a realização das obras.

Para o juiz Newton Pereira Ramos Neto, autor da sentença, é fato que a realização das obras de duplicação da avenida Litorânea efetivamente provocou danos. “A retirada de dunas com sua fauna e vegetação nativa, o comprometimento da linha de marés, decorrente de aterramento de grande faixa de praia, poluição das praias e supressão de dunas primárias para construção de via pública são fatores que evidenciam o desequilíbrio ambiental do meio”, afirmou.

Ainda segundo o juiz, a alegação de que com a realização das obras houve incremento do turismo e, em conseqüência, enriquecimento para o estado, não é suficiente para eximir a responsabilidade do estado acerca dos danos causados ao meio ambiente.

Matéria:  Jornal Pequeno