O filhote de baleia Jubarte encontrado encalhado em uma praia do araçagy, na manhã desta sexta-feira(16 de setembro de 2011), foi encontrada por pescadores locais. A baleia de aproximadamente 4 metros e 1 tonelada já estava morta, e com mal cheiro, quase em estado de putrefação.
16/09/2011
23/08/2011
Um terço dos peixes cartilaginosos do Brasil estão ameaçados
O Cação-anjo (Squatina squatina) está sendo pescado até próximo da extinção. foto: Philippe Guillaume
Pelo menos 35% das 169 espécies de peixes cartilaginosos (tubarões, arraias e quimeras) encontradas no Brasil estão ameaçadas de extinção, segundo uma avaliação realizada pelo Instituto Chico Mendes. Duas espécies já podem estar regionalmente extintas e 60 enfrentam algum tipo de ameaça. Como os dados ainda serão validados antes de ser publicados na revista eletrônica “Biodiversidade Brasileira”, ainda não foi divulgada a lista das espécies consideradas ameaçadas pela avaliação.
A coordenadora de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio), Mônica Brick Peres, considera o resultado péssimo. De acordo com ela, o número de espécies ameaçadas pode chegar a mais de 75%, se forem consideradas aquelas cujas informações são insuficientes para a classificação “A pesca excessiva e não regulamentada foi, e continua sendo, a maior ameaça para esse grupo nas águas brasileiras”, afirma. Ela compara os dados ao número de aves ameaçadas em todo o mundo. Um estudo recente calculou que 20% das espécies de aves do planeta estão ameaçadas de alguma maneira, um número considerado alto.
“Pescarias importantes no passado estão hoje colapsadas, como a pesca de cação-anjo, do cação-bico-doce, entre outras”, destaca a coordenadora da Coabio. “Apesar de muitas espécies já constarem em listas oficiais de espécies ameaçadas, elas continuam sendo ameaçadas pela captura acidental em diversas pescarias ao longo da costa brasileira”, completa.
O estudo avaliou 169 espécies. Além das extintas regionalmente, 29 foram classificadas como “Criticamente em Perigo” (CR), sete “Em Perigo” (EN) e 20 “Vulnerável” (VU). Apenas 31 foram avaliadas como "Menor Preocupação" (LC) e 16 como "Quase Ameaçada" (NT). Mas para 59 espécies não existem dados suficientes para a classificação.
Os peixes cartilaginosos formam a classe Chondrichthyes e vivem principalmente em águas marinhas, mas existem também espécies de arraias de água doce. Entre eles, muitos têm uma vida longa e mortalidade natural bastante reduzida, mas também possuem baixa fecundidade e pouca capacidade de reposição populacional. Além disso, na época da reprodução, se agregam em locais definidos. “Tudo isso os torna muito vulnerável à pesca", lamenta Mônica.
A coordenadora de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio), Mônica Brick Peres, considera o resultado péssimo. De acordo com ela, o número de espécies ameaçadas pode chegar a mais de 75%, se forem consideradas aquelas cujas informações são insuficientes para a classificação “A pesca excessiva e não regulamentada foi, e continua sendo, a maior ameaça para esse grupo nas águas brasileiras”, afirma. Ela compara os dados ao número de aves ameaçadas em todo o mundo. Um estudo recente calculou que 20% das espécies de aves do planeta estão ameaçadas de alguma maneira, um número considerado alto.
“Pescarias importantes no passado estão hoje colapsadas, como a pesca de cação-anjo, do cação-bico-doce, entre outras”, destaca a coordenadora da Coabio. “Apesar de muitas espécies já constarem em listas oficiais de espécies ameaçadas, elas continuam sendo ameaçadas pela captura acidental em diversas pescarias ao longo da costa brasileira”, completa.
O estudo avaliou 169 espécies. Além das extintas regionalmente, 29 foram classificadas como “Criticamente em Perigo” (CR), sete “Em Perigo” (EN) e 20 “Vulnerável” (VU). Apenas 31 foram avaliadas como "Menor Preocupação" (LC) e 16 como "Quase Ameaçada" (NT). Mas para 59 espécies não existem dados suficientes para a classificação.
Os peixes cartilaginosos formam a classe Chondrichthyes e vivem principalmente em águas marinhas, mas existem também espécies de arraias de água doce. Entre eles, muitos têm uma vida longa e mortalidade natural bastante reduzida, mas também possuem baixa fecundidade e pouca capacidade de reposição populacional. Além disso, na época da reprodução, se agregam em locais definidos. “Tudo isso os torna muito vulnerável à pesca", lamenta Mônica.
21/07/2011
Morre baleia que encalhou em praia do Espírito Santo
A baleia da espécie Jubarte que encalhou na Praia de Nova Almeida, no Espírito Santo, morreu na madrugada desta quarta-feira (20). Segundo o biólogo Alexandre Sharpinel, do Instituto Orca, o animal já estava bastante debilitado quando encalhou e não resistiu. Uma equipe está no local, avaliando como será a remoção da carcaça de forma a preservar o ambiente e a saúde pública.
A baleia mede aproximadamente 11 metros, de acordo com informações do Instituto Orca. Ela ficou presa em um banco de arenito, conhecido popularmente como coral, a cerca de 15 metros da areia da praia. O local é de difícil acesso. Biólogos do instituto afirmam que o que pode ter trazido a baleia para as proximidades das margens da praia é algum problema de saúde.
Segundo o Instituto Orca, este foi o primeiro encalhe registrado no Espírito Santo no ano de 2011. (Fonte: G1)
A baleia mede aproximadamente 11 metros, de acordo com informações do Instituto Orca. Ela ficou presa em um banco de arenito, conhecido popularmente como coral, a cerca de 15 metros da areia da praia. O local é de difícil acesso. Biólogos do instituto afirmam que o que pode ter trazido a baleia para as proximidades das margens da praia é algum problema de saúde.
Segundo o Instituto Orca, este foi o primeiro encalhe registrado no Espírito Santo no ano de 2011. (Fonte: G1)
09/06/2011
Mangue concentra mais CO2 que floresta na Amazônia
Estudo inédito divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que as maiores concentrações de carbono no solo da Amazônia estão em áreas de mangue, hoje ameaçadas pelas mudanças nas regras do Código Florestal aprovadas na Câmara. Nesses locais, a concentração de carbono em até 1 metro de profundidade chega a 250 toneladas por hectare. A média para o solo é de 95 t/ha.
O resultado surpreendeu técnicos do IBGE, que previam uma concentração maior de carbono em áreas cobertas por florestas densas. "Foi uma surpresa", relatou a geógrafa Rosangela Garrido, do instituto. Para ela, o trabalho reforça a importância estratégica da conservação de manguezais e o seu papel no equilíbrio climático.
Os mangues, classificados como Áreas de Preservação Permanentes (APPs) no atual Código, ficarão completamente desprotegidos caso o texto aprovado pelos deputados passe sem alterações no Senado. Durante a apresentação da publicação Geoestatísticas de Recursos Naturais da Amazônia Legal, o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, disse que a divulgação dos dados ocorria em um "momento apropriado".
Também foi verificada alta concentração de carbono em áreas de campinarana, vegetação típica da região do Alto Rio Negro. Hoje, não há proteção legal para campinaranas.
Carbono. Estima-se que em 2002, ano de referência do estudo, havia 48 bilhões de toneladas de carbono no solo e 45 bilhões de toneladas na vegetação remanescente da região. No caso específico dos mangues - que apresentam maior concentração de carbono, mas relativamente ocupam parcela pequena de área -, o estoque era de 280 milhões de toneladas no solo. "Em média, o mundo emite 10 bilhões de toneladas de carbono oriundo de CO2 por ano", diz o engenheiro florestal André Almeida, do IBGE.
Um dos principais méritos do estudo, diz ele, é a reconstituição dos estoques originais de recursos naturais da Amazônia. "O estoque de carbono que a gente teria originalmente na vegetação, de 51 bilhões de toneladas, equivale a cinco anos de emissões do mundo todo." Até 2002, 6 bilhões de toneladas de carbono foram eliminadas desse estoque por desmatamentos.
No País, estima-se que 75% das emissões de CO2 sejam oriundas de mudanças no uso da terra. Segundo Almeida, o modelo usado no estudo é compatível com os inventários de emissões de gases de efeito estufa do Brasil.
Água subterrânea. O IBGE também indicou que 45% de toda a água subterrânea potável do País está concentrada na Amazônia Legal. As maiores áreas de aquíferos porosos ficam no Amazonas, em Mato Grosso e no Pará. Na região, 12% do território está sujeito a inundações, até mesmo áreas urbanas.
ESTADÃO
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