Páginas

09/07/2010

Quem são os Kamaiurá?


Os Kamaiurá constituem uma referência importante na área cultural do Alto Xingu, em que povos falantes de diferentes línguas compartilham visões de mundo e modos de vida bastante similares. Estão ainda vinculados por um sistema de trocas especializadas e rituais intergrupais, os quais recebem diferentes nomes no interior de cada etnia, mas que ficaram mais conhecidos (pelos de dentro e os de fora do universo xinguano) justamente pelos termos usados na língua Kamaiurá, tais como o Kwarup e o Jawari.


Os Kamaiurá jamais se afastaram de sua área de ocupação, na região de confluência dos rios Kuluene e Kuliseu, próxima à grande lagoa de Ipavu, que significa, na língua deste povo, “água grande”. Hoje em dia, a aldeia dos Kamaiurá se localiza cerca de dez quilômetros a norte do Posto Leonardo Villas-Bôas, a aproximadamente 500 metros da margem sul da Lagoa Ipavu e seis quilômetros do rio Kuluene, à sua direita. Constituem o território Kamaiurá imediato a aldeia, formada pelas casas e pelo pátio cerimonial, a mata vizinha, a lagoa de Ipavu e os riachos que nela deságuam.
Sua população, em 2002, somava 355 indivíduos, deflagrando um significativo crescimento demográfico em relação ao início da década de 70, quando eram 131. Em 1954, quando houve uma forte epidemia de sarampo na região, se viram reduzidos a 94, em contraste com 1938, quando eram cerca de 240, e no período em que foram visitados por Von den Stein, 1887, em que somavam 264 pessoas.



ORGANIZAÇÃO SOCIAL

A aldeia Kamaiurá é formada por um conjunto de casas, cada qual ocupada por um grupo doméstico composto por um núcleo de irmãos homens, ao qual se somam primos paralelos e eventuais ascendentes. O líder desse grupo doméstico é o “dono da casa”, morerekwat, que coordena as atividades produtivas e outras tarefas cotidianas que contam com a participação de todas as famílias nucleares.
Idealmente, as regras de residência definem que nos primeiros anos de casamento o marido deve residir na casa dos sogros, pagando em serviços pela cessão de sua filha. Cumprido esse período, o casal pode escolher nova residência, que em geral é a casa de origem do marido. Essa regra não se aplica aos donos de casa, ao líder da aldeia (morerekwaratuwiap) ou àqueles já casados com outra mulher. Nessas situações, desde o início a mulher passa a residir na casa do marido e o pagamento é feito através de bens. O casamento preferencial é, idealmente, entre primos cruzados. O vínculo entre as casas se estabelece pelas alianças concretizadas através de casamentos e pelo apoio comum ao líder da aldeia.


A formação da pessoa Kamaiurá implica um período de reclusão na puberdade. No caso dos homens, passam a receber sistematicamente ensinamentos sobre as técnicas de trabalho masculino. O jovem aprende como costurar a pena na flecha, fazer pente, trançar cesta e fazer cocar. Paralelamente, é treinado regularmente na luta de huka-huka. A reclusão é tanto mais prolongada quanto maiores as responsabilidades sociais que deva assumir na comunidade, de modo que possíveis líderes podem estender seu período de reclusão por até cinco anos, intercalados por curtos períodos de liberdade.
Assim, quanto mais prolongada a reclusão, maiores os benefícios para o rapaz. Nos períodos de liberdade que intercalam o tempo de reclusão, os pais procuram evitar que o jovem tenha experiências sexuais, pois seu vigor pode ser comprometido. Os pais procuram adiar o início da vida sexual do filho até que ele tenha se tornado um bom lutador.


No ciclo de vida Kamaiurá, o índio nasce e recebe do pai um dos nomes de seu falecido avô paterno; da mãe, recebe o nome do avô materno. Na meninice fura a orelha e recebe outro par de nomes, também de seus avós paterno e materno, que o acompanhará por toda vida. Na adolescência entra em reclusão para de lá sair homem. Casa-se e trabalha para alimentar os seus. Derruba mata, planta, pesca, caça, cria objetos. Dança, canta, luta. Morre, deixando para seus futuros netos seus nomes. A mulher segue trajetória igual. Recebe seus primeiros nomes que serão substituídos na puberdade. Casa-se, tem filhos, trabalha para a família, dança, assiste a lutas e festas. Ao morrer, também lega nomes aos netos.


No processo de produção de alimentos, a agricultura ocupa lugar de destaque. Dela provém os ingredientes fundamentais para a elaboração do beiju, produto básico da alimentação Kamaiurá.
Os moradores de uma casa organizam o trabalho de produção de mandioca sob a coordenação do dono da casa. Tanto na abertura da roça como na colheita, o trabalho pressupõe cooperação entre o grupo doméstico, mesmo que cada família nuclear possua sua própria roça.
Os homens preparam a roça e as mulheres retiram a mandioca do solo. Várias delas participam da colheita de uma mesma roça. Na aldeia, a mandioca é processada pela mulher, que dela extrai a poupa e o polvilho, ambos ingredientes fundamentais para o preparo do beiju. Outro alimento que se obtém da mandioca é o mohete, caldo grosso e adocicado que resulta da fervura da água que lavou a polpa.
Depois de secos, a polpa de mandioca e o polvilho são armazenados dentro da casa em depósitos cilíndricos que variam de 2,40m a 2,60 m de altura por 0,80m a 0,85 m de diâmetro. Constitui reserva para uso diário e para a alimentação durante as chuvas. Caso algum membro residente tenha de assumir a responsabilidade de distribuir beiju em situações cerimoniais, inicia-se produção extra, que fica em recipiente distinto. O produto derivado da mandioca é armazenado em lugar comum dentro da casa, sendo portanto de consumo coletivo, independente da participação que cada um teve na sua produção.


FONTES DE INFORMAÇÃO

  • AGOSTINHO DA SILVA, Pedro. Mito e outras narrativas Kamayura. Salvador :Editora da UFBA, 1974.
  • BASSO, Ellen B. The last cannibals : a South American oral history. Austin : Univ. of Texas Press, 1995. 335 p.
  • BASTOS, Rafael José de Menezes. Exegeses Yawalapití e Kamayurá da criação do Parque Indígena do Xingu e a invenção da saga dos irmãos Villas-Bôas. Rev. de Antropologia, São Paulo : USP, n.30/32, p. 391-426, 1992.
  • --------. Indagação sobre os Kamayurá, o Alto-Xingu e outros nomes e coisas : uma etnologia da sociedade Xinguara. Anuário Antropológico, Rio de Janeiro : Tempo Brasileiro, n. 94, p. 227-69, 1995.
  • --------. Musical cognition and structure : the case of the Yawari of the Kamayura indians of Central Brazil, Xingu Indian Park, Mato Grosso. La Educación, Washington : OEA, v. 36, n. 111/113, p. 227-33, 1992.
  • --------. A musicológica Kamayura : para uma antropologia da comunicação no Alto Xingu. Brasília : UnB, 1976. (Dissertação de Mestrado). Publicada com o mesmo título em 1978 pela Funai.


05/07/2010

Laguna da Jansen - São Luís/MA


 
A Laguna da Jansen foi criada em 23 de junho de 1988 pelo decreto-lei n° 4.878, passando a ser denominado Parque Ecológico da Lagoa da Jansen, com o objetivo maior à preservação de áreas de mangue. Inserida no perímetro urbano a Lagoa da Jansen situa-se na parte ocidental da Ilha de São Luís - MA nas coordenadas 02º 29'07''S e 44º 18'02''W. Encontra-se em área metropolitana bem valorizada no mercado imobiliário, sendo margeada pelos bairros São Francisco, Renascença I e II, Ponta d'Areia e Ponta do Farol. A bacia de drenagem apresenta uma superfície de 3,5 km2, incluindo a área de terra firme, mangues e espelho d'água. Constituindo-se num corpo d'água costeiro instável, em termos de equilíbrio hidrostático com os corpos d'água adjacentes. Com a expansão da cidade na década de 70, e a construção da Ponte José Sarney interligando o bairro do centro antigo ao bairro do São Francisco, a ocupação procedeu rapidamente pela orla marítima, forçando a implantação de infraestrutura local. A Lagoa foi formada pelo represamento dos igarapés Ana Jansen e Jaracati e só existe devido ao dique de contenção representado pela Avenida Maestro João Nunes. A ligação com o mar se dá por meio de canais de drenagem apenas durante as marés de grande altura, ou na época das chuvas quando o nível das águas da lagoa eleva-se.

A Lagoa da Jansen, que na realidade trata-se de uma laguna, ou seja, uma depressão formada por água salobra ou salgada, localizada na borda litorânea, comunicando-se com o mar através de canal, constituindo assim uma espécie de “quase lago” de água salgada. Possui uma área de 150 hectares de extensão, em seu entorno foi transformado em parque ecológico, através do Decreto Lei nº. 4878 de 23 de junho de 1988, que visou à preservação imediata de áreas de mangues ainda existentes na época.  A água da Lagoa da Jansen é visivelmente imprópria para atividades como recreação e pesca, um dos fatores predominantes e causadores da poluição da mesma são os diversos bueiros encontrados ao redor da lagoa onde dos mesmos são despejados esgotos provenientes das dezenas de prédios, casas e barzinhos contribuindo assim não somente para a poluição da água como também da vegetação encontrada no local.
As estratégias urbano-culturais adotadas para a melhoria e valorização de áreas novas da cidade ou zonas decadentes podem gerar efeitos devastadores em áreas reabilitadas, assim como efeitos econômicos ditos positivos, como o desenvolvimento do turismo e uma contribuição real para um desenvolvimento cultural da população local, podem levar a morte de um ecossistema de forma prolongada. Estes efeitos são claramente vistos na Lagoa da Jansen, onde a falta de ações por parte da população e dos órgãos público geram um risco a Ilha de São Luís, pois não somente a lagoa te passado por esses problemas, mas infelizmente muitas áreas que são legalmente protegidas.
A laguna da Jansen além de sofrer impactos ambientais de grande magnitude, sofre com os impactos socioculturais. A ação humana, em ambos os aspectos, é o principal fator impactante, necessitando, portanto, não só de projetos voltados para a estrutura estética, como também para a efetiva recuperação sanitária e mitigação da precária situação social da população de baixa renda, que além de sofrer com estereótipos aplicados a comunidades carentes, está à margem do aparelho governamental e burocrático, que não atende as expectativas para a melhoria da qualidade de vida da população.
  A laguna da Jansen além de sofrer impactos ambientais de grande magnitude, sofre com os impactos socioculturais. A ação humana, em ambos os aspectos, é o principal fator impactante, necessitando, portanto, não só de projetos voltados para a estrutura estética, como também para a efetiva recuperação sanitária e mitigação da precária situação social da população de baixa renda, que além de sofrer com estereótipos aplicados a comunidades carentes, está à margem do aparelho governamental e burocrático, que não atende as expectativas para a melhoria da qualidade de vida da população.
Adryand´ Cesary P. Coelho
Biólogo e Pós-graduando em Eng. Ambiental

02/07/2010

Área de Preservação Permanente (APP): Manguezais


Adryand Cesary P. Coelho*

 A enorme diversidade biológica do Brasil se encontra espalhada em inúmeros ecossistemas no território Brasileiro, cada um com sua composição única de fauna e flora. Por ser o maior detentor da biodiversidade do planeta, coloca-o numa situação estratégica nos debates sobre o tema, ao mesmo tempo.
em que cria para o País um conjunto grande de desafios e responsabilidades. O Brasil detém as difíceis tarefas de identificar, inventariar e estudar cientificamente essa diversidade biológica, junto com a elaboração e a implementação de mecanismos para sua gestão e uso sustentável. Essas tarefas ganham um sentido de urgência quando se consideram os acelerados índices de destruição ambiental que assola o País.
Como estratégias para a conservação desses inúmeros ecossistemas existentes em nosso país foram criadas as áreas protegidas legais, governadas por leis e regulamentos que permitem diferentes graus de usos tradicionais ou comerciais pela comunidade local.  
As áreas protegidas são espaços territorialmente demarcados cuja principal função é a conservação e/ou a preservação de recursos, naturais e/ou culturais, a elas associados (MEDEIROS, 2003). Segundo a União Mundial para a Conservação da Natureza (UICN), elas podem ser definidas como “uma área terrestre e/ou marinha especialmente dedicada à proteção e manutenção da diversidade biológica e dos recursos naturais e culturais associados, manejados através de instrumentos legais ou outros instrumentos efetivos” (UICN, 1994). Sua criação pode ser considerada importante estratégia de controle do território já que estabelece limites e dinâmicas de uso e ocupação específicos. Este controle e os critérios de uso são freqüentemente atribuídos em razão da valorização dos recursos naturais nelas existentes ou, ainda, pela necessidade de resguardar biomas, ecossistemas e espécies raras ou ameaçadas.
No Brasil, existem áreas protegidas de diversas categorias, e em sua grande maioria são áreas públicas, gerenciadas pelos governos (em níveis federal, estadual ou municipal). E cada uma delas tem características e restrições específicas. Destacam-se: Unidades de Conservação (UC); Terras Indígenas; Reserva Legal; Áreas de Proteção Permanente (APP´s); Áreas Naturais de reconhecimento Internacional; Sítios Ramsar; Reservas da Biosfera e Sítios do Patrimônio Mundial Natural.
As Áreas de Preservação Permanente são áreas de grande importância ecológica, cobertas ou não por vegetação nativa, que têm como função preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar das populações humanas.
De acordo com o Código Florestal, Lei nº 7.803, de 15 de julho de 1989, estabelece em seu Artigo 2º que “são áreas de preservação permanente (APP’s) pelo só efeito dessa lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: (a) ao longo dos rios ou de qualquer outro curso d’água, em faixa marginal (...) e (b) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados ‘olhos d’água’. Diz ainda o código florestal, em seu artigo 197º, que também “consideram-se de preservação permanente (...) os manguezais; as nascentes, os mananciais e matas ciliares; as áreas que abriguem exemplares raros da fauna e da flora, bem como aquelas que sirvam como local de pouso ou reprodução de migratórios; as áreas estuarinas; as paisagens notáveis; as cavidades naturais subterrâneas.
A Lei nº 7.661/88, que instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro – PNGC, definiu em seu art. 2º, parágrafo único, a zona costeira como "o espaço geográfico de interação do ar, do mar e da terra, incluindo seus recursos renováveis ou não, abrangendo uma faixa marítima e outra terrestre, que serão definidas pelo Plano", e em seu art. 3º, inciso I, dá prioridade à conservação e proteção, em caso de zoneamento, entre outros, aos manguezais.
O litoral brasileiro possui uma das maiores faixas de manguezal contínua do mundo, estimada em 1,38 milhões de hectares ao longo de uma costa de aproximadamente 6.800 km (KJERVE & LACERDA, 1993).
No art. 2º, inciso IX, da Resolução CONAMA 303/2002 adota a seguinte definição para manguezal: ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos, sujeitos à ação das marés, formado por vasas lodosas recentes ou arenosas, às quais se associa, predominantemente, a vegetação natural conhecida como mangue, com influência flúvio-marinha, típica de solos limosos de regiões estuarinas e com dispersão descontínua ao longo da costa brasileira, entre os Estados do Amapá e Santa Catarina".
Os manguezais são considerados um dos sistemas mais produtivos do mundo, sendo de extrema importância para diversos setores da economia marinha, a exemplo da pesca, da aqüicultura e da silvicultura. Presume-se que as áreas de manguezais abrigam em torno de duas mil espécies, entre animais e vegetais, constituindo-se em uma zona de grande diversidade de organismos que vão desde as diatomáceas e os protozoários até os bivalves, caranguejos, répteis, aves e mamíferos. Esse ecossistema constitui-se de grande importância ecológica, uma vez que contribui para o equilíbrio da cadeia alimentar dos ecossistemas marinhos (COELHO et al. 1980).
Em geral, o ecossistema manguezal é um ambiente lótico (águas correntes) possui as seguintes propriedades: movimento unidirecional em direção à foz; níveis variados de descarga e parâmetros associados, tais como velocidade da correnteza, profundidade, largura e turbidez; turbulência contínua e mistura das camadas de água, exceto em baixas altitudes; e estabilidade relativa do sedimento de fundo (WILLIAMS & FELTMATE, 1994).
As funções e serviços prestados pelos manguezais são numerosos, destacando-se que se constituem na base da cadeia trófica com espécies de importância econômica e/ou ecológica, servem de área de abrigo, reprodução, desenvolvimento e alimentação de espécies marinhas, estuarinas, límnicas e terrestres, além de pouso de aves migratórias, protegem a linha de costa contra erosão, previnem as inundações e protegem contra tempestades; mantêm a biodiversidade da região costeira e são fontes de proteína e produtos diversos para a população humana que vive em áreas vizinhas aos manguezais, além de outros papéis ecológicos (COELHO JR & NOVELLI, 2000).
No Brasil, são protegidos por legislação federal, devido à sua importância na manutenção da produtividade pesqueira, retendo e exportando nutrientes para o mar, como berçário de organismos e áreas de alimentação de aves migratórias. Além disso, os manguezais são elementos importantes de estabilização da linha da costa, ocupando uma área total de aproximadamente 13.000 km2. Os estados do Maranhão, Pará e Amapá, inseridos na Amazônia Legal Brasileira, detêm cerca de 50% da área de manguezais do país (MOCHEL, 2002).
O Estado do Maranhão possui uma linha de costa de 640 km, sendo que deste total 500 km são cobertos por mangue, o que representa 49% de todo o mangue existente no Brasil (REBELO – MOCHEL, 1995).
Apesar de sua importância, os manguezais são ecossistemas de grande vulnerabilidade a ações externas (BELTRÃO et al., 1995) e vêm sofrendo processos de destruição em vários níveis através da ação humana, não só em função da exploração predatória de sua fauna e flora, como também pela poluição de suas águas, aterros, depósitos de lixo entre outros (OLIVEIRA, 2004).

 * Biólogo e pós-graduando em Eng. Ambiental

REFERÊNCIAS:

COELHO, C. J.; SCHAEFFER-NOVELLI Y.; TOGNELLA-DE-ROSA, M. Manguezais. São Paulo: Ática, 2002.
MEDEIROS, R. A Proteção da Natureza: das Estratégias Internacionais e Nacionais às demandas Locais. Rio de Janeiro: UFRJ/PPG. 2003, 391p. Tese (Doutorado em Geografia).

KJERVE, B. & LACERDA, L. D. Management and status of the mangroves Brazil.ISME/ITTO publ., Conservation and sustainable utilization of mangrove forests in Latin America and Africa regions. Part I Latin America, vol. 2, p.245-272. 1993.

Mochel, F. R.. Programa Integrado Estudos Ecológicos dos Manguezais do Estado do Maranhão. Revista de Gerenciamento Costeiro Integrado - para países de língua portuguesa. Santa Catarina, v.1, n.2, p. 30–33, 2002b.

SILVA, L.N.M. e MOCHEL, F.R. 1994. Aspectos ecológicos da macrofauna bêntica dos manguezais do estado do Maranhão. Ilha de São Luís. Relatório parcial do programa integrado de estudos ecológicos dos manguezais do estado do Maranhão, UFMA, v. 01.
WILLIAMS, D. D.; FELTMATE, B. W. Aquatic insects. Wallingford: CAB International, 1994. 358 p.
REBELO-MOCHEL F. 1995. Manguezais do Maranhão: proteção e desenvolvimento. Manguezais frontais da costa do Pará-Maranhão: razões da proteção integrada. Anais da 47ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, São Luis, MA, Brasil 1: 15-16
 

30/06/2010

Aula de Campo - Tec. em Meio Ambiente (Inst. Gianna Beretta)


Em uma aula diferente, durante visita técnica no último sábado (19), os alunos do curso Técnico em Meio Ambiente do Instituto Gianna Beretta tiveram a oportunidade de conhecer a atuação do Projeto Kamaiurá, projeto de referência em Educação Ambiental, idealizado e coordenado pelos professores Adryand´Cesary (Inst. Gianna), Gustavo Gonsioroski (Ecos. Aquarium) e Karla Conde (IEBA).


O Proj. Kamaiurá destaca como objetivos a divulgação da biodiversidade nos ambientes costeiros, a urgente necessidade de incentivar a prática para sua conservação, o desenvolvimento de pesquisas e criação de banco de imagens para a produção de material didático-científico. É um exemplo em Educação Ambiental e enfoca a importância da conservação dessas áreas para a preservação do ambiente e de sua biodiversidade, por meio de coletas in locu.


Os alunos tiveram a oportunidade de observar de maneira prática como se encaminha e funciona um projeto em Educação Ambiental, suas metodologias e outros aspectos importantes.Coletaram resíduos sólidos presentes no manguezal, e fizeram toda a contagem, identificação e pesagem do material coletado. Identificaram as espécies presentes, além das metodologias de conservação das espécies.
Percurso ao manguezal
 Observação da Ictiofauna

 Explanação da flora local
 Coleta dos resíduos
 Recolhendo o resíduo nas praias
 Todo lixo coletado

O Projeto fica imensamente feliz por dar oportunidade de conhecimento aos alunos do curso de Tec. em Meio Ambiente do Instituto Gianna Beretta, sobre os ecossistemas presentes na Ilha de São Luís.