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14/10/2010

Manguezais do mundo retrocedem a taxa alarmante, indica estudo!



ABIDJAN (Reuters) - Os manguezais da Terra estão sendo destruídos até quatro vezes mais rápido do que as outras florestas, causando milhões de dólares em prejuízo em áreas de pescaria e proteção contra enchentes, informou um relatório na quarta-feira.
O estudo encomendado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pelo The Nature Conservancy indicou que um quinto dos manguezais foi destruído desde 1980 e eles continuam a ser destruídos a uma taxa de cerca de 0,7 por cento por ano por atividades tais como a construção civil e a criação de camarões.
O relatório do "Atlas Mundial de Manguezais" observou que os manguezais fornecem um enorme conjunto de serviços econômicos, agindo como berçários de peixes, armazenando carbono e proporcionando defesas poderosas contra enchentes e ciclones numa época de elevação do nível dos oceanos.
As árvores e arbustos, que crescem em habitats costeiros, também fornecem madeira resistente.
"Dado o valor deles, não pode haver justificativa para mais perda de manguezais", disse Emmanuel Ze Meka, diretor executivo da Organização Internacional de Madeiras Tropicais, que ajudou a financiar o relatório.
O relatório citou evidências de que os manguezais reduziram o impacto do tsunami no Oceano Índico de 2004 em alguns locais.
O documento pede mais ação dos países, em especial aqueles com os maiores manguezais, como Brasil, Indonésia e Austrália - para deter a retração dos estimados 150 mil quilômetros quadrados de cobertura de manguezal em todo o mundo.
"Os maiores impulsionadores para a perda dos manguezais são a conversão direta aos usos da terra para carcinicultura, agricultura e urbano. As zonas costeiras normalmente são densamente povoadas e a pressão para uso da terra é intensa."
O texto citou a Malásia como o país que usa manguezais de propriedade do Estado para controlá-los melhor e evitar o seu declínio.

G1 Globo - http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/manguezais-do-mundo-retrocedem-a-taxa-alarmante-indica-estudo.html

03/10/2010

II Ação de Concientização "Mangue Limpo" - Faça Parte!!!

 

OBJETIVO
Realizar a coleta e monitoramento dos descartes de resíduos sólidos das áreas de Manguezais da Ilha de São Luís, envolvendo trabalhos de educação ambiental com escolares e populações adjacentes.
Data: 30 de outubro de 2010.
Horário: 08:00 às 11:00
Locais: Manguezal do Araçagy
Municípios: São Luís – Raposa – São José de Ribamar

 
Um dos motivos mais envolventes da ação é a conscientização. Durante a execução das coletas teremos a oportunidade de trazer a sociedade para perto do problema. Todo o trabalho de coleta e monitoramento estará sob supervisão da equipe de técnicos do projeto, poderemos assim educar todos os voluntários que estarão participando, crianças do ensino fundamental, jovens do ensino médio e acadêmicos, trade turísticos e empresários colaboradores, demonstrando no decorrer da ação a relevância em se recuperar o ecossistema manguezal, e que, como a real situação prejudica a qualidade de vida das comunidades envolvidas. A campanha de divulgação tem como justificativa chamar atenção através da mídia. Seja através de cartilhas educativas, palestras ou outro meio que atinja a grande massa se justifica pelo fato de que quanto mais informação chegue à sociedade, mais rápida é a resposta dos órgãos responsáveis.
Metodologia

Todas as coletas serão realizadas em duplas, onde uma faz a coleta, enquanto outra faz anotações sobre os materiais recolhidos. O material coletado será recolhido pela Prefeitura da localidade, e parte destinado à cooperativas e instituições de reciclagem.
Elaborar-se-á um relatório descrevendo todos os fatores da ação que será enviado as autoridades competentes para melhor gerir suas coletas no local.

 Inscrições

O evento é gratuito! 
Todos os participantes terão que fazer suas inscrições online, enviando uma e-mail para projetokamaiura@hotmail.com solicitando a ficha de inscrição. Logo após o preenchimento o participante reenviará para o e-mail.
O cadastramento é necessário, visando a disponibilidade de material a todos!

O Pojeto Kamaiurá conta com sua participação!!!

EcoPoesia - Árvore


"Tu que passas 
e levantas contra mim o teu braço, 
antes de fazer-me mal, olha-me bem. 
Eu sou o calor de teu lar nas noites frias de inverno. 
Eu sou a sombra amiga que te protege do sol
Meus frutos saciam tua fome e acalmam tua sede.
Eu sou a viga que suporta o teto de tua casa,
A tábua de tua mesa,  a cama em que descansas.
Sou o cabo 
de tuas ferramentas, 
a porta da tua casa.
Quando nasces, 
tenho madeira 
para o teu berço,
Quando morrer, 
em forma de ataúde,
 ainda te acompanho 
ao seio da terra.
Sou pão de bondade 
e flor de beleza.
Se me amas, como mereço,
Defende-me contra os insensatos".


Autor: Domingos Faustino Sarmiento

03/09/2010

A Zona Costeira Brasileira

Nossa costa é banhada por águas quentes que ocupam grande parte das bordas tropicais e subtropicais do Atlântico Sul Ocidental, onde a variação espacial e temporal dos fatores ambientais são distintos. 


A Zona Econômica Ecológica (ZEE) do Brasil ocupa cerca de 3,5 milhões de quilômetros quadrados. A ZEE corresponde a 41% de área emersa do país, com seus 8.500 km de litoral, abrangendo diferentes ecossistemas e abrigando 70% da população brasileira.
Nossa costa é banhada por águas quentes que ocupam grande parte das bordas tropicais e subtropicais do Atlântico Sul Ocidental, onde a variação espacial e temporal dos fatores ambientais são distintos. Entre o Cabo Orange na Foz do Rio Oiapoque e o Arroio Chuí, ocorrem diversos tipos de hábitats, sistemas lagunares margeados por manguezais e marismas, costões e fundos rochosos, recifes de coral, bancos de algas calcáreas, plataformas arenosas, recifes de arenito paralelos à linha de praias e falésias, dunas e cordões arenosos, ilhas. Além das praias arenosas amplamente utilizadas pelo turismo costeiro, destacam-se inúmeros estuários e lagoas costeiras, praias lodosas, praias e falésias, dunas e cordões arenosos, ilhas costeiras e ilhas oceânicas.
A Região Norte é dominada pela Corrente Norte do Brasil e pela pluma estuarina do Rio Amazonas. A elevada carga de material particulado em suspensão, oriundo da Bacia Amazônica e dos sistemas estuarinos do Maranhão para o mar adjacente, origina fundos ricos em matéria orgânica. Esse tipo de hábitat oferece boas condições de alimento para peixes de fundo e camarões explorados pela pesca industrial e artesanal.
As características físico-químicas e geomorfológicas da costa do Amapá e o setor ocidental da costa do Pará são determinadas pelo Delta do Amazonas. Esta região é denominada Golfão Marajoara. Ali se encontram centenas de ilhas margeadas por manguezais exuberantes e marismas ainda bem preservados, oferecendo recursos vivos inestimáveis e pouco explorados pela pesca artesanal. Mais da metade dos manguezais brasileiros concentram-se nesta região. A baixa densidade demográfica desta região restringe a ocupação da linha da costa que sofre apenas um impacto localizado da exploração pesqueira e do impacto urbano e industrial nas áreas metropolitanas.
Os hábitats marinhos da região Nordeste são típicos de áreas tropicais e caracterizam-se pela grande diversidade biológica. Na área existe abundância de recifes de coral e de algas calcáreas, e na costa predominam praias arenosas interrompidas por falésias, arrecifes de arenito e pequenos sistemas estuarino-lagunares margeados por manguezais. O maior impacto ambiental é causado pela ocupação urbana, pelo turismo, sobrepesca, obras portuárias, mineração e ocupação de áreas de manguezais para a carcinocultura.
A Região Costeira Central assemelha-se à Região Costeira do Nordeste, porém com maiores flutuações climáticas. Na parte sul desta região, ocorre a ressurgência das águas mais profundas (ressurgência de Cabo Frio) e a temperatura na parte próxima à costa pode baixar até 16ºC. Este evento natural torna esta região extremamente produtiva, sendo área de concentração de indústrias pesqueiras. 
A Plataforma Continental estende-se desde 10 km próximo a Salvador, até cerca de 190 km ao sul da Bahia, devido à ocorrência dos Bancos de Abrolhos onde predominam fundos de algas calcáreas e de recifes de coral. Na área mais próxima da costa, predominam praias arenosas, estuários e baías margeadas por manguezais. Nesta região a pesca artesanal e o turismo são as atividades econômicas mais importantes.
A Região Sul, na faixa subtropical da costa brasileira, localiza-se entre o litoral norte do Rio de Janeiro e o litoral do Rio Grande do Sul. A diversidade de hábitats marinhos que ocorrem nesta região estão sujeitos a uma grande variabilidade sazonal das condições climáticas e da hidrografia da plataforma. Esta fração do litoral brasileiro é influenciada pela confluência da Corrente do Brasil com a Corrente das Malvinas e pela drenagem continental do Rio da Prata, da Lagoa dos Patos e do Complexo Estuarino Paranaguá-Cananéia. O assoalho marinho da plataforma continental é predominantemente arenoso, com focos areno-lodosos e algumas formações rochosas.
Costões rochosos, praias arenosas, restingas, manguezais, baías e lagoas costeiras são ambientes comuns junto à linha de costa. A maior praia do mundo (Praia do Cassino) tem cerca de 200 km de extensão entre a saída da Lagoa dos Patos e o Chuí. Todos estes ecossistemas são importantes do ponto de vista ecológico e sócio-econômico (pesca, turismo e transporte). Várias unidades de conservação foram estabelecidas neste litoral e ajudam na preservação da biodiversidade marinha.
Há três tipos de ilhas na costa brasileira. A maioria delas resulta do afogamento da costa, sendo, portanto, prolongamentos dos tipos de relevos litorâneos, de suas geologias e demais condicionantes tectônicas que determinam os ecossistemas.
a) Ilhas que apresentam-se como cristas emersas das porções afogadas da serra do mar: as centenas que se encontram ao longo do litoral.
b) Ilhas sedimentares de baixa altitude: encontra-se no litoral paulista, por exemplo, a ilha Comprida que é, na realidade, um longo segmento de restinga isolado pelo mar.
c) Um terceiro tipo é constituído pelas ilhas oceânicas, resultantes de fenômenos de vulcanismo que soergueram do fundo atlântico, como Fernando de Noronha e o Atol das Rocas, que são, por isso mesmo, completamente desvinculadas do relevo continental brasileiro.